Toponímia


Sobre a Vila do Espinhal


A toponímia é uma atitude, um modo de homenagem local a pessoas, a recordação de acontecimentos , dos costumes, das actividades sociais, comerciais ou artesanais, ao património cultural e artístico, etc., e é sempre uma forma de honrar alguém e de dizer Bem Haja.
As placas toponímicas corporizam esse sentimento. São a identificação das nossas ruas, largos e praças, com as datas e factos históricos e, sobretudo, enaltecem as qualidades humanas e altruístas dos seus patronos.Por tudo isto, a toponímia desperta a curiosidade e o seu interesse torna-se indispensável para o conhecimento e compreensão das alterações da vida social da nossa terra ao longo dos tempos.
De facto, as lições colhidas da leitura dos topónimos traduzem um manancial de histórias da Nossa História local e são o " Era uma vez ...," o princípio de um conto que nos leva ás origens desta terra com raízes mergulhadas na 1ª Disnatia. Há ainda a ressaltar o pitoresco criado pela toponímia que coloca, lado a lado, na mesma rua, nas esquinas dum mesmo prédio, monárquicos e republicanos, políticos e santos, médicos e juristas, engenheiros e professores, comerciantes e também gente humilde, todos pacificamente convivendo, apesar de separados pelo tempo e pelas suas ideias e formação. Ali estão os seus nomes, gravados na frieza de uma pedra ou no brilho duma placa de esmalte, para lembrar aos presentes e aos vindouros quem foram, e o que fizeram pela sua terra natal ou de acolhimento.



A recente entrada em vigor do Regulamento de Toponímia do Município de Penela estabelece novas regras que contribuirão, futuramente, para disciplinar a atribuição de denominação às ruas e praças do concelho, bem como a numeração dos seus edifícios. Com este propósito foi nomeada, no ano de 2000, pelo Presidente da Câmara Municipal de Penela a seguinte Comissão de Toponímia: Dr. Fernando dos Santos Antunes, Amândio Ferreira de Almeida, Augusto Gonçalves dos Santos, Fernando Coimbra Catarino, António José dos Santos Antunes Alves e Dr. João Manuel Alves Dias. Assim, com isenção e unanimidade e perante vários cenários e inúmeras hesitações, elaborou-se a nova toponímia que a seguir se expõe.



A Comissão deliberou ainda:
1º - Conservar todas as antigas denominações que o tempo e o povo consagraram, não apresentando, por isso, as justificações óbvias;
2º - Eliminar expressões adulteradas ou incorrectas, ou ainda, expressões que continham indicações desusadas e até depreciativas para os actuais habitantes dessas zonas.
As denominações propostas poderão não obter o consenso e compreensão geral. Todavia com os nomes sugeridos, ou outros, ou ainda outras designações, o efeito será sempre o mesmo, isto é, agradar a uns e desagradar a outros.

Cientes disso, resta-nos esclarecer que foram lembrados nomes de outros espinhalenses que, pelos mesmos critérios utilizados, mereceriam igual distinção. Mas, o tempo não pára e novas ocasiões surgirão, o Espinhal alargar-se-á com novas urbanizações onde, certamente, nascerão ruas, largos, praças e avenidas.
Nessa altura, os espinhalenses com a responsabilidade de elaborar nova toponímia verificarão, sem surpresa, que a sua terra teve, tem e terá sempre, figuras dignas de serem amadas e recordadas como aquelas que a seguir propomos.

Estrada Real

Fernão Lopes, na crónica de D. Fernando, descreve-nos uma jornada do Infante D. João, filho de D. Pedro e de Dª Inês de Castro, de Tomar para Coimbra, do seguinte modo: "Aquele dia o Infante de Tomar fez partida, foi dormir a hum lugar que chamam o Espinhal, e como foi meia noite cavalgou com os seus para Foz d' Arouce, dês ahi a Almalaguez, comarca de Coimbra, e chegou aos olivaes da cidade e desceu ao Mondego".

A estrada a que se refere o cronista e que conduziu o príncipe até ao Espinhal, onde pernoitou, seria aquela que vindo do Sul passava por Vouzela, pela Quinta das Pontes, subia pelo Fundo da Rua, depois pelo meio do lugar, dirigindo-se ao Cabo da Aldeia até Foz de Arouce, Almalaguês e, finalmente, Coimbra. Não conhecemos nenhum documento que comprove esta teoria mas, também, não se conhece notícia que comprove o contrário.


Rua Prof. Dr. Duarte Santos ( 1911 - 1994)

Denominação já atribuída.



Rua 16 de Julho (1906)

Elevação do Espinhal a vila - A 16 de Julho de 1906 o Rei D. Carlos I, a pedido da Junta da Paróquia, de amigos e moradores da freguesia e aldeia do Espinhal, outorgou-lhe o título de Vila, expedindo o competente Foral, de cujo texto transcrevemos a seguinte passagem , " ... e querendo dar à dita povoação um testemunho de consideração, hei por bem fazer-lhe mercê de a elevar à categoria de Vila, com a denominação de Vila do Espinhal, e me apraz que nesta qualidade goze de todas as prerrogativas, liberdades e franquezas que directamente lhe pertençam".


Rua Dr Júlio Lopes (1882 - 1974)

Médico - Exerceu a profissão no Espinhal desde 1911. Foi médico municipal do Espinhal e Sub-Delegado de Saúde do Concelho de Penela. Foi também Director Clínico do Dispensário Anti-Tuberculose de Penela. Em 1948 contribuiu de forma decisiva para a criação do Lar de Idosos da vila do Espinhal - Casa de Beneficência Conselheiro Oliveira Guimarães.
Entre muitos serviços que prestou destaca-se a elaboração de um inventário do Baldio, o mais minucioso e completo que a Junta de Freguesia possui.
Em 1929 fez parte da Direcção que criou o extinto "Corpo de Bombeiros Voluntários" .

Presidiu à Direcção da Filarmónica local e colaborou na realização das Festas da Vila e nos Autos representados no Adro da Igreja. Em 1923, colaborou na primeira exposição dirigida à Administração Geral de Estradas e Turismo, solicitando a construção da chamada estrada da Castanheira por cuja conclusão sempre pugnou e lutou. A sua carreira profissional foi dedicada às gentes do concelho e muito particularmente à povoação da Vila e Freguesia do Espinhal a quem serviu durante mais de quarenta anos.
Em 12 de Setembro de 1948, a Vila do Espinhal prestou-lhe uma justa homenagem presidida pelo então Governador Civil Dr. Eugénio de Lemos.



Rua António Borges Coelho (1886-1957)

Presidente da Junta de Freguesia - António Borges Coelho viera de Pinhanços, sua terra natal, com 12 anos de idade, para empregado da firma de Neves Loureiro, seu padrinho, de quem viria a ser sucessor e continuador da grande casa comercial que criaram e desenvolveram. Enquanto Presidente da Junta de Freguesia, entre outras realizações, deve-se-lhe a criação da Feira Mensal de gado, importantíssima decisão que muito viria a contribuir para o desenvolvimento do Espinhal.
António Borges Coelho era homem de grande abertura de espírito e pioneiro das técnicas mais avançadas e modernas na vila.

Foi sempre um homem de iniciativas e projectos, dos quais sobressai o aproveitamento hidroeléctrico da Pedra da Ferida, que não foi concretizado. A ele se deve também o aparecimento no Espinhal dos grandes inventos que começaram a espantar o mundo: a magia do cinema, a rádio, a fotografia, o gramofone, os inter - comunicadores, etc. e até a energia eléctrica fornecida por um gerador que inventou. Por outro lado, tinha uma actividade comercial muito diversificada. O seu estabelecimento, verdadeiro antecessor dos modernos hipermercados, foi agência de bancos, companhia de seguros, produzia trabalhos de fotografia e de tipografia, para além de uma imensa variedade de artigos que oferecia e, dos quais dependiam muitas das profissões e artes existentes na época.
Esquecer António Borges Coelho, seria esquecer um dos períodos áureos da Vila do Espinhal.



Rua Santa Isabel

Desde sempre e ainda hoje o local é conhecido pelo Bairro de Santa Isabel. Ao certo não se sabe porquê talvez, devido ao facto de ali existir, desde há muito tempo, um painel de azulejos representando Santa Isabel ou, por devoção dos moradores locais à excelsa e bondosa Rainha de Portugal e padroeira de Coimbra. Seja como for, respeita-se a tradição, e o nome mantém-se agora, com a designação de Rua Santa Isabel.


Rua do Mercado (1999)

É uma rua que nasce com a construção do Mercado Municipal. A abertura desta rua veio proporcionar a expansão da vila numa zona esquecida e mal aproveitada do Espinhal.


Rua da Escola (1778)

O ensino das primeiras letras no Espinhal, remonta ao ano de 1760. Em 1778 já existia uma Escola com professor residente, mas não em edifício próprio. A partir de 1887 até 1938 as aulas eram dadas num dos salões da casa da Viscondessa do Espinhal e na casa dos Alarcões, ambas situadas na chamada Rua Negra.
O actual edifício da Escola, que recentemente sofreu obras de grande beneficiação, só entrou em funcionamento pleno, para os dois sexos, em 1939. Aires Gonçalves Serra e Dª. Maria Antonina Monteiro Serra foram os seus primeiros professores. Ambos já tinham leccionado nas salas de aula já anteriormente citadas.

Desde o seu início e até aos nossos dias, a Escola Primária do Espinhal teve sempre excelentes e dedicados professores, de quem se guardam gratas e saudosas recordações.
Lembrar Abílio Ventura de Almeida, Dª. Maria Antonina Monteiro Serra, Aires Gonçalves Serra, Dª Maria Rosa Lucas e Dª Alice A. Saldanha Barão Pereira, entre outros, que ensinaram gerações sucessivas de espinhalenses, é prestar-lhes a justa homenagem que merecem. A memória de todos os professores que leccionaram na Escola Primária do Espinhal ficará perpetuada, para sempre, na Rua da Escola.



Rua de S. João

Denominação já atribuída.



Rua Carlos Craveiro (1880 -1953)

Administrador do Concelho - Homem inteligente e culto, dado às letras e à política, dividiu a sua existência entre a sua terra natal, o Espinhal, e a cidade de Coimbra, onde viveu e exerceu cargos políticos.
Republicano convicto e acérrimo defensor dos ideais democráticos, foi uma figura de destaque e influência, nos conturbados anos que antecederam e se seguiram à implantação do novo regime.
Ainda no Espinhal, foi membro da Junta Paroquial até 1915 e representou a Junta de Freguesia no Congresso Republicano Liberal, realizado em 1919.

Depois, já em Coimbra, onde é bastante conhecido no meio social e político da época, ocupa e exerce funções de Secretário da Junta de Distrito, na altura presidida por outro ilustre espinhalense, o Dr. Lusitano Brites, e de Secretário do Governo Civil. Mais tarde, a convite do Dr. Bissaya Barreto, é nomeado Director da Escola Profissional e de Agricultura de Semide.Entretanto, ainda arranja tempo, na sua agitada e frenética actividade, para fazer jornalismo e publicar alguns livros. Essas crónicas e artigos que escreve sobre o Espinhal perderam-se nas páginas do "Despertar" e os livros esgotaram-se. Mas o seu interesse pelo Espinhal, mesmo à distância, nunca esmoreceu. Mantém um vaivém constante até 1920, data em que foi eleito Administrador do Concelho.
Com Borges Coelho cria a Feira Mensal de gado, acontecimento que o levou a sustentar grandes lutas com os grupos político - partidários do concelho.
Controverso e polémico, foi uma figura ímpar na vida do Espinhal por cujos interesses sempre se bateu e pugnou. Deixou marcas e vincou fortemente a memória de uma população que ainda hoje o recorda.



Rua 25 de Abril

Denominação já atribuída.



Largo Pedro Victor

Denominação já atribuída.



Rua do Comércio

Foi desde sempre a artéria mais movimentada do Espinhal, e a mais importante, pelo número e qualidade dos estabelecimentos ali concentrados.
Pretende-se agora, recuperando a denominação que já teve, homenagear todos os comerciantes do Espinhal, do passado e do presente. É uma dívida de gratidão, justa e merecida, para quem tanto contribuiu para o bom nome, prestígio e engrandecimento da Vila do Espinhal.

A Rua do Comércio foi no seu tempo áureo a verdadeira coluna vertebral do Espinhal. Dali irradiava toda a força que dinamizava uma população que queria progredir, ser diferente e independente. Essa vontade era protagonizada pelos seus comerciantes, verdadeiras forças vivas, activas e indispensáveis nos grandes acontecimentos e em todas as ocasiões que era preciso dizer: Presente!.
Evocar os nomes dos comerciantes teria, agora, cabimento, não fosse o risco, sempre indesejável, do perigo de omissão que não queremos, de forma alguma, cometer.



Praça da República

Denominação já atribuída.



Largo da Viscondessa do Espinhal (1796 -1882)

Benemérita - É uma figura de referência na história do Espinhal. Contribuiu generosamente para muitas obras do Espinhal, designadamente no restauro da Igreja Matriz, doando os terrenos que hoje formam o Adro da Igreja - Largo D. Luíz de Alarcão. O Rei D. Luís distingui-a pelos seus méritos, concedendo-lhe o título de Viscondessa do Espinhal.



Avenida Prof. Dr. José Bacalhau

Denominação já atribuída.



Largo do Fundo do Calvário

Denominação já atribuída.



Rua da Fonte da Lapa (1828)

É dos fontanários mais antigos que abastecia o Espinhal. Em 1828 já esta rua era referida como a "estrada que vai para a Fonte da Lapa".
Esta fonte possui um conjunto de lavadouros para roupa que em tempos, não muito remotos, eram utilizados pelas mulheres do Espinhal.
A Fonte da Lapa é um local aprazível, agora embelezado, com óptimas condições para se comer uma boa merenda e passar bons períodos de lazer.



Rua das Barreiras Ruivas

Denominação já atribuída.



Quelha do Claudino

Chamava-se José Claudino e pertencia à família Costa do bairro de Vila Verde, o solitário habitante daquela velhinha quelha que antigamente ligava a Rua do Castelo com o Calvário.
Vivia numa pequena casa, hoje transformada, pertencente à Quinta do Castelo.
Fora polícia na capital, donde regressou depois de reformado, e aqui viveu ainda durante muitos anos.
Figura simpática, era baixote e um pouco obeso. As crianças gostavam muito dele e o Sr. Claudino retribuía-lhes a amizade com a oferta de "Papagaios" e "Estrelas de papel", que naquele tempo voavam e coloriam o céu do Espinhal, não esquecendo os saborosos rebuçados que trazia sempre nos bolsos.
Pelos Santos Populares fazia os balões que à noite eram lançados nas fogueiras da praça e do aterro, para gáudio de toda a gente. Morreu e deixou saudade, tanta, que ainda hoje é recordado por ter sido um bom homem e um amigo da sua terra.



Rua da Fonte da Rolha (1928)

Existe desde 1928 e chamava-se primitivamente a Fonte da Sobreira. Posteriormente, mudaram-lhe o nome para Fonte do Monte do Calvário.
O povo teima em chamar-lhe Fonte da Rolha, e conta a tradição.



Ladeira do Calvário

Denominação já atribuída. Ladeira que dá acesso ao recinto do Calvário, pelo lado Sul.



Caminho da Ribeira da Azenha

Caminho de acesso ao lugar de Ribeira da Azenha. Na ribeira existiam inúmeros moinhos e azenhas onde era moído o milho dando origem à farinha destinada ao fabrico da broa.



Bairro de Vila Verde

Denominação já atribuída.



Quelha do Rio

Denominação já atribuída.



Quelha do Engenho

Denominação já atribuída.



Rua dos Pelames - (1612)

Pelame (curtume de peles) é o nome dado ao local pelo facto de ainda existirem na zona vestígios desse antigo ofício.
Tratavam-se de buracos de forma rectangular, com diversas dimensões, abertos no saibro, onde com mistura de sal se fazia o curtimento de peles.

O povo baptizou o local que, durante muitos anos e ainda hoje, é conhecido por "Polómes". Verificada a verdadeira origem do topónimo, corrigiu-se para o actual Pelames.



Estrada da Ponte da Nogueira

Denominação já atribuída.



Rua do Santo Cristo

Denominação já atribuída.



Travessa do Santo Cristo

Denominação já atribuída.



Rua da Filarmónica

Denominação já atribuída.



Largo da Cruz

Denominação já atribuída.



Rua das Flores

Denominação já atribuída.



Rua da Igreja

Denominação já atribuída.



Largo Luís de Alarcão

Denominação já atribuída.



Rua Nossa Senhora da Piedade

Denominação já atribuída.



Rua Aires Serra

Denominação já atribuída.



Rua do Castelo

Denominação já atribuída.



Travessa do Biscainho

Denominação já atribuída.



Rua Luís Oliveira Guimarães - (1900-1998)

Escritor- Licenciado em Direito em 1923, o Dr. Luís Oliveira Guimarães, natural do Espinhal, exerceu a magistratura em várias localidades do país e foi secretário do Ministério da Justiça.
Dedicou-se desde os tempos de estudante à literatura, publicando vários livros de prosa, poesia e teatro, além do jornalismo, que exerceu em vários jornais e revistas.
Foi ainda colaborador da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira e foi o primeiro Presidente da Sociedade de Autores.
Viveu quase toda a sua vida em Lisboa, visitando o Espinhal todos os anos por altura das férias de Verão e aproveitando esta ocasião para brindar os espinhalenses com peças de teatro representadas pela Companhia de Teatro Itinerante de Lisboa.
Também durante muitos anos, o Espinhal era animado com a representação dos "Autos", Revistas e peças teatrais de sua autoria no Adro da Igreja e na Quinta do Castelo.
Fundou com a sua família a Casa de Beneficência Conselheiro Oliveira Guimarães e doou o terreno onde está implantado o Jardim de Infância do Espinhal.
Grande amigo da sua terra natal, cujos interesses sempre defendeu, deixou uma interessante monografia, "Espinhal - Vila da Beira".



Rua Teófilo Braga

Denominação já atribuída.



Rua Cândido Reis

Denominação já atribuída.



Rua António Neves Loureiro (1848 - 1928)

Benemérito - Veio de Pinhanços, sua terra natal, para o Espinhal, como caixeiro da loja de Aires Quaresma.
Prosperou e acabou por se fixar por conta própria em 1875. Fundou uma das mais importantes lojas de comércio do Espinhal cuja fama extravasava as fronteiras concelhias.
De baixa estatura, conta-se que mandou construir a casa mais alta do Espinhal por uma humilhação recebida do patrão quando pretendeu casar com a sua filha, com o seguinte comentário: "casar com um homem tão pequeno que ainda por cima mora numa casa que nem se vê!...". Vingou-se, não casou, solteiro e apaixonado ficou, mas cumpriu uma jura: mandou construir no Espinhal um "arranha céus".
Em 1927 fez uma importante doação à terra que o acolheu e lhe deu fama e prestígio. Doou à Igreja a casa e o quintal anexo que é hoje a residência paroquial.



Rua Firmino de Almeida (1873 - ?)

Benemérito - Foi um espinhalense que viveu e trabalhou no Brasil.
Amigo da sua terra natal, que visitava com frequência, concedeu-lhe várias dádivas das quais se realça a oferta do sino novo do lado sul da torre da Igreja, o sino onde se tocam as trindades.
A sua família doou ao Espinhal um belo e espaçoso edifício incluindo o recheio e o espaço anexo, para ser instalado um Lar de Idosos, a actual Casa de Beneficência.



Largo Alberto Monteiro

Denominação já atribuída.



Quelha da Praça à Fonte

Quelha que liga dois importantes espaços de convívio social no Espinhal - a Praça da República e o Largo da Fonte.



Largo da Feira (1919)

O terreno onde foi criada e se realizou durante dezenas de anos a feira mensal de gado, foi cedido à Junta de Freguesia em troca dos sobejos da água do Chafariz, logo foi conhecido por Largo da Feira, nome que ainda hoje se mantém.
A "Feira" - a que se começou a chamar "Feira Nova" por ser um complemento do antiquíssimo mercado semanal- foi inaugurada na terceira quinta -feira de Maio de 1919, dia 15, com um sucesso que excedeu todas as expectativas.
Tempos depois e por se reconhecer que o recinto já era acanhado, foi alargada para os terrenos contíguos onde, posteriormente, se construiu a Casa do Povo e, mais recentemente, o edifício da Junta de Freguesia do Espinhal e, por fim, o Mercado do Espinhal.
Antigamente o recinto era sombreado por inúmeras árvores que protegiam os feirantes e os animais , sobressaindo, de entre todas, o velho e majestoso Ulmeiro, a grande árvore, como o povo lhe chamava. Hoje, desse monumento natural apenas resta o tronco envelhecido e agonizante. Foi no seu tempo, e como dizia o nosso ilustre conterrâneo Dr. Luís Oliveira Guimarães "o mais patriarcal e, seguramente, o mais belo Ulmeiro português".



Rua do Chafariz (1885)

É uma homenagem ao centenário Chafariz do Largo da Feira, local também conhecido por Largo da Fonte. Mas, o seu verdadeiro topónimo é Largo Alberto Monteiro, engenheiro da Direcção de Obras Públicas de Coimbra, a quem se deve o primeiro troço da estrada para a Castanheira de Pêra.
Construído em 1885, foi desde o início o local mais importante de abastecimento de água potável aos habitantes do Espinhal.
Noutros tempos, à tardinha, ou de preferência à noite, era o ponto escolhido para os encontros de namorados.
Ali, sentados nos bancos laterais, rapazes e raparigas trocavam juras de amor eterno, enquanto, incessante, o tempo corria, como a água cantante das bicas, que lhes matava a sede de água e de amor.



Rua do Açougue (1740)

O açougue do Espinhal está ligado à feira do gado e ao abate de reses.
Era o matadouro que fornecia as carnes para consumo da população que frequentava as antigas feiras e mercados.
A sua criação deu motivo a conflitos, provocando na época uma forte união das gentes do Espinhal em defesa dos seus direitos.



Rua das Artes e Ofícios

Poucas ainda restam das antigas profissões também chamadas Artes e Ofícios.
A sua aprendizagem era, em muitos casos, transmitida de pais a filhos, outras vezes eram aprendidas no "mestre" da terra, outras ainda, por tantas vezes "ver fazer".
Constituíam assim, uma herança familiar de experiência e de saber acumulados.

O artesão tinha o seu cunho, personalizava as suas obras, tornando-as diferentes e afamadas.
Eram assim os serralheiros e ferreiros que encheram o Espinhal de belas grades de varandas que ainda hoje podemos observar e admirar. Os marceneiros e carpinteiros, os moleiros, os lagareiros, os alfaiates e costureiras, os cesteiros e latoeiros, os barbeiros, os pedreiros, etc, etc, eram profissões de criadores de utilidades indispensáveis à vida quotidiana. Os tempos mudaram, a grande indústria substituiu o artesanato, e hoje só quase resta a lembrança da maioria dessas profissões.
Com a denominação da Rua das Artes e Ofícios, pretende-se homenagear todos esses trabalhadores porque, também eles e o seu trabalho, ajudaram a construir o Espinhal que temos.



Bairro de Santa Luzia

Denominação já atribuída.



Rua do Cabo da Aldeia

O "Cabo da Aldeia" é um dos nomes mais bonitos dos lugares que compõem a freguesia do Espinhal.
O topónimo sugere antiguidade, porquanto, em 1644, já o Espinhal era conhecido pela "aldeia que parece vila", cujo termo, na direcção norte, seria o pequeno lugar "Cabo da Aldeia".
O "Cabo da Aldeia", assim permaneceu pequenino e distante, durante centenas de anos. Mas agora está em franca expansão e as modernas moradias já existentes e outras em construção, não só o aproximaram à vila, como também lhe concederam o estatuto de bairro periférico.



Travessa da Lagoa

Local que sempre foi conhecido pela lagoa.